Se alguém me perguntar para que servem hoje as experiências que tive, respondo sem hesitar: para nada! Ou melhor, para me convencer de que nenhuma experiência se repete. Como muito sabiamente assinalou Pedro Nava: "A experiência é um carro com os faróis voltados para trás." E, absolutamente, não me queixo por isto. Desta forma, posso ainda, depois de tudo, supreender-me com a alma em plena adolescência diante do inusitado, me desajeitar com o imprevisível, me deleitar com emoções inaugurais, coisas que não senti. Porque a vida é um hiato muito breve para nos permitir sentir e saber todas as coisas.
"Se hoje sou estrela, amanhã já se apagou; se hoje te odeio, amanhã lhe tenho amor..." Grande Raul... Como ele, prefiro ser mesmo esta metamorfose ambulante. Arquivo as experiências passadas num álbum de retratos. Elas servem apenas para ajudar a contar a parte realizada da minha história, talvez, mas nunca para interferir ou modificar os próximos capítulos - partes a realizar. O que pretendo dizer, afinal, é que cada emoção é única e virgem. Ou será que alguém já tentou ensaiar uma emoção ou reproduzir exatamente a mesma história? Impossível - pelo menos para mim. A vida é feita de infinitas possibilidades. É... eu sei que isto vai contra um post antigo meu sobre o Eterno Retorno de Nietzsche. Mas... eu mudei, ora bolas! :) Graças a Zeus!
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...
Quem sou eu
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
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